sexta-feira, 17 de junho de 2011

Bom.. Eu estava com uma vontade grande de escrever algo, mas eu nao consegui pensar em nenhuma forma de escrever. Nem achei nenhuma musica, poema, video nem nada que suprisse isso.. entao decidi citar um texto de um blog q eu conheci muito por acaso, mas sinceramente gostei muito de tudo la.. Acho que muitas vezes me identifico mais com os textos dela que com os meus na verdade. Copiei o ultimo mesmo, mas provavel que ainda apareçam mais outros por aqui.





É necessário muito tempo para falar do que sinto.
Sinto que preciso que o tempo corra, para por fim a todas as voltas que dei.
Ainda sou pequena, e quero continuar a ser, do mesmo modo que quero crescer diante daquilo que sou.
Não é fácil, olhar com doçura para o medo, por isso me encolho no primeiro abraço que encontro. Sinto-me protegida. Continuo na minha carinhosa pequenez.
Choro e ninguém entende o porquê, abro um sorriso alto todos me deliberam, dou um passo quieto enquanto os outros cansaram de contar mil rotas. Sou percebida como boba-louca-lenta.
Enigmático espelho que carrego em minhas mãos. O que reflito é às vezes tão conflito que me desespero. O que reflito às vezes é tão bonito que me revérbero.
 Eu harmonizo assim: Percebo coisas minúsculas dos meus próprios olhos e dos alheios que ninguém nota. Faço ponte, pincel e plateia. Escrevo e me encontro.
Loucura, sim. Todo louco tem uma dose alta de sensibilidade.

                                                                                                                                        Bruna Fávaro


"(...) eu me ocupava com medo de esperar; sem falar que estava permanentemente ocupada em querer e não querer ser o que eu era, não me decidia por qual de mim, toda eu é que não podia; ter nascido era cheio de erros a corrigir..‎(…) -na minha pressa eu crescia sem saber para onde. (…) "

Clarice Lispector. Legião Estrangeira - Os desastres de Sofia Pg.12

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