Ainda hoje os bardos cantam histórias de que em tempos antigos, durante a segunda grande era desse mundo, viviam por toda parte criaturas magníficas de capacidade inimaginável para nós humanos. O grande Deus, que começava seu “reinado” sobre esse mundo criou a maior parte delas. Uma a uma, ele brincava de inventar seres das mais variadas formas, tamanhos, cores e habilidades. Leões gigantescos com asas imponentes e cabeça que lembravam as águias de hoje em dia, lagartos de oito patas que mais pareciam deslizar pela terra com sua agilidade que impressionavam a qualquer um, Dragões das mais variadas formas que lançavam fogo, gelo ou baforadas de ar capazes de abalar casas e castelos, criaturas elementais e muitas outras de tamanha beleza e poder que poderia passar o dia todo só descrevendo-as.
Dentre as criaturas que povoavam nosso mundo já na segunda era, se destacaram um grupo de seres que foram criados à imagem e semelhança do próprio Deus. Elas tinham aparência e comportamento baseados nas diversas formas que o criador possuía e eram destacadas pelo formato humanóide com postura ereta –ou quase isso-, por sua habilidade de controlar, subjugar e domesticar boa parte dos demais seres e principalmente, por sua capacidade de questionar a realidade em que viviam e a crença que possuíam de que podiam mudar essa realidade para melhor. Eram como pequenos deuses.
Ao mesmo tempo em que esses seres podem ser considerados a criação mais espetacular já feita, os mesmos foram também uma das maiores desgraças que já viveu e ainda vive nesse mundo. Mais tarde, devido à sede de poder, a ambição e o egoísmo que tomaram conta deles acabaram por destruir grande parte do mundo e abalar a existência como ela era, terminando assim com a segunda grande era. Era essa que conhecemos como a era dos imortais, da qual sobrou apenas uma pequena parte das raças de pequenos deuses e também uma pequena parte daquelas criaturas tão belas que ali viviam. Os poucos que restaram aos poucos se re-estabilizaram e com o passar do tempo formaram o mundo como ele é agora.
É estranho, até cômico chamar a segunda era de era dos imortais, devido ao fato de que os seres que la viviam foram os primeiros a sofrer com o peso do tempo e a envelhecer com o transcorrer dos anos. Contraditoriamente os imortais foram os primeiros a conviver com a morte em seu dia-a-dia e ao nascer já estavam fadados a morrer sem ter como escapar desse destino. Esse nome não foi dado pela vida eterna de um ou outro individuo e sim pela imortalização do todo. Aquelas criaturas eram capazes de gerar vidas independentes de forma natural. O que pra nós parece algo tão trivial é provavelmente a maior mudança que já ocorreu na forma que os seres vivem ou se entendem. Até mesmo os deuses que povoaram a primeira era e o nosso Deus que reinou sobre todos eles, não eram capazes de tal proeza. Deuses eram capazes de, de certa forma, dar “vida” a seres inanimados, mas não de forma natural, eles simplesmente transferiam parte de sua energia pra esses que por fim se tornavam seres vivos, mas na realidade eram meras peças ligadas fortemente a quem os criou.
A morte para o individuo, junto com a imortalidade do todo, fizeram com que as raças dos “pequenos deuses” evoluíssem de forma jamais antes vista ou sequer imaginada mesmo pelo Deus que os criou. Os deuses tinham toda a eternidade a seu dispor pro que quer que desejassem, então eram acomodados e não se importavam em ter noção alguma da passagem do tempo. Já os imortais sabiam que durariam pouco em comparação ao tempo do mundo, então se tornaram afoitos a realizar seus desejos, a aprender tudo que podiam sobre a vida, tentando evoluir sua raça ou até mesmo descobrir formas de entender e afastar a morte que os tanto os intrigava, alem de quererem deixar suas marcas para viverem eternamente em seus feitos, conquistas, histórias e descendência. Outro ponto, alem da morte, que os tornou tão especiais foram a descendência, o dom que aqueles que eram fadados a morte tinham de dar a vida, e a criação do conceito de família. Eles podiam fazer com que seus filhos continuassem não só seus feitos, mas também sua família, seu reino, sua espécie. Baseado nisso era cada vez mais necessário proteger os menores, ensiná-los da melhor forma possível a fim de que eles viessem a superar seus pais e também melhorar o todo em que viviam para dar a eles mais condições e dignidade. A partir daí, com a idéia principal de fazer uma realidade melhor para seus descendentes, as raças foram se aprimorando, os indivíduos foram se tornando cada vez mais capazes e fortes e as sociedades foram se estruturando. Enfim, a vida como é hoje foi surgindo.
Dentre as criaturas que povoavam nosso mundo já na segunda era, se destacaram um grupo de seres que foram criados à imagem e semelhança do próprio Deus. Elas tinham aparência e comportamento baseados nas diversas formas que o criador possuía e eram destacadas pelo formato humanóide com postura ereta –ou quase isso-, por sua habilidade de controlar, subjugar e domesticar boa parte dos demais seres e principalmente, por sua capacidade de questionar a realidade em que viviam e a crença que possuíam de que podiam mudar essa realidade para melhor. Eram como pequenos deuses.
Ao mesmo tempo em que esses seres podem ser considerados a criação mais espetacular já feita, os mesmos foram também uma das maiores desgraças que já viveu e ainda vive nesse mundo. Mais tarde, devido à sede de poder, a ambição e o egoísmo que tomaram conta deles acabaram por destruir grande parte do mundo e abalar a existência como ela era, terminando assim com a segunda grande era. Era essa que conhecemos como a era dos imortais, da qual sobrou apenas uma pequena parte das raças de pequenos deuses e também uma pequena parte daquelas criaturas tão belas que ali viviam. Os poucos que restaram aos poucos se re-estabilizaram e com o passar do tempo formaram o mundo como ele é agora.
É estranho, até cômico chamar a segunda era de era dos imortais, devido ao fato de que os seres que la viviam foram os primeiros a sofrer com o peso do tempo e a envelhecer com o transcorrer dos anos. Contraditoriamente os imortais foram os primeiros a conviver com a morte em seu dia-a-dia e ao nascer já estavam fadados a morrer sem ter como escapar desse destino. Esse nome não foi dado pela vida eterna de um ou outro individuo e sim pela imortalização do todo. Aquelas criaturas eram capazes de gerar vidas independentes de forma natural. O que pra nós parece algo tão trivial é provavelmente a maior mudança que já ocorreu na forma que os seres vivem ou se entendem. Até mesmo os deuses que povoaram a primeira era e o nosso Deus que reinou sobre todos eles, não eram capazes de tal proeza. Deuses eram capazes de, de certa forma, dar “vida” a seres inanimados, mas não de forma natural, eles simplesmente transferiam parte de sua energia pra esses que por fim se tornavam seres vivos, mas na realidade eram meras peças ligadas fortemente a quem os criou.
A morte para o individuo, junto com a imortalidade do todo, fizeram com que as raças dos “pequenos deuses” evoluíssem de forma jamais antes vista ou sequer imaginada mesmo pelo Deus que os criou. Os deuses tinham toda a eternidade a seu dispor pro que quer que desejassem, então eram acomodados e não se importavam em ter noção alguma da passagem do tempo. Já os imortais sabiam que durariam pouco em comparação ao tempo do mundo, então se tornaram afoitos a realizar seus desejos, a aprender tudo que podiam sobre a vida, tentando evoluir sua raça ou até mesmo descobrir formas de entender e afastar a morte que os tanto os intrigava, alem de quererem deixar suas marcas para viverem eternamente em seus feitos, conquistas, histórias e descendência. Outro ponto, alem da morte, que os tornou tão especiais foram a descendência, o dom que aqueles que eram fadados a morte tinham de dar a vida, e a criação do conceito de família. Eles podiam fazer com que seus filhos continuassem não só seus feitos, mas também sua família, seu reino, sua espécie. Baseado nisso era cada vez mais necessário proteger os menores, ensiná-los da melhor forma possível a fim de que eles viessem a superar seus pais e também melhorar o todo em que viviam para dar a eles mais condições e dignidade. A partir daí, com a idéia principal de fazer uma realidade melhor para seus descendentes, as raças foram se aprimorando, os indivíduos foram se tornando cada vez mais capazes e fortes e as sociedades foram se estruturando. Enfim, a vida como é hoje foi surgindo.
Continua...
Ainda é rascunho da introduçao, mas ta indo
Gostei! Me deixou curiosa sobre como vai se dar a história. :]
ResponderExcluirMuito legal, amigo Cós. Não sabia que literatura o interessava a ponto de escrever. Uma história jamais contada, em parte vivida e ainda com um pouco de mistério pois é você quem vai fazer o final (e sendo você, Cós, o final poderá ser imprevisível). Um bom começo, parece o inicio de uma série de crônicas. Apesar da literatura ser um caminho de fuga da realidade, acho que é possível ver um fascínio do autor pelo mundo real porque parece estar tentando explica-la. Aguardo a próxima!
ResponderExcluirVlw Eric
ResponderExcluirEssa historia é inicialmente o Background inicial pra historia de um joguinho que eu quero ver se começo a fazer. Achei que ficaria muito vago se ele se passasse em um mundo genérico, e tambem eu gosto de que haja certa profundidade na história pra poder explicar o que acontece, como tudo chegou ate ali e alguns porques.
Se um dia eu chegar a fazer tudo que eu pensei sobre a historia, daria muuuita coisa ainda =)