Eu queria escrever, mas praticamente achei o que eu queria entao é muito melhor assim.
Acho que veio daqui: http://fantasia-r.tumblr.com/
E ela acordou mais um dia, numa manhã vazia e pensou “Que preguiça de existir”.
Ela não tinha mais motivos para acordar. Com o coração estraçalhado, o cabelo bagunçado, a cara amassada e sua inseparável preguiça, levantou-se contra sua vontade. Foi se arrumar para mais um dia de aula. Ela não aguentava mais essa rotina monótona. Estava cansada de apenas existir, queria viver. Mas não se esforçava para tal coisa acontecer. As vezes ela se sentia como uma concha. Quando não estava vazia se encontrava cheia de sentimentos que não a pertenciam. Acontece que sentia demais, absorvia demais.
Deixava seus próprios problemas de lado para se preocupar com os
outros. Como se tudo o que estivesse a sua volta fosse maior do que ela
mesma. Se sentia impotente, impotentemente vazia. Vazia de si, porém cheia dos outros.
E assim ela ia tocando sua vida. Não se importava consigo mesma, seus
sentimentos iam ficando em segundo plano, às vezes até em terceiro. Ela
não estava bem, não mesmo,e até os menos sábios podiam perceber. Ela
estava com aquele aperto no peito, de quem estava com o coração
completamente destruído. Ela estava com marcas, feridas, ela estava
sentindo dor. Ela se encontrava com um enorme vazio em
seu peito, desses que acontecem depois de decepções causadas por certo
alguém. Ela veio se mantendo em silêncio o dia todo para não
transparecer em quaisquer que fosse gestos a dor que se passava em seu
interior.E como eras solitária aquela garota. Vivia a cantar e dançar sozinha em seu quarto.
Comia, bebia e chorava em teu quarto, onde passava a maioria de teus
dias e noites. Trancafiava-se lá e ninguém a tirava. Não tinha amigos ou
namorado. Não ia à festas, à pracinha ou ao shopping. Era realmente deplorável a situação dela.
Quando -numa raridade- ela saia de casa, as pessoas a olhavam com pena,
com dó. É claro, viam uma garota de moletom e jeans; all stars e
cabelos soltos. E além de tudo, viam, ou melhor não viam, nenhum brilho
nos olhos dela. Sabe, nem sequer uma gota daquele brilho da vontade de
viver. Ela não tinha isso. Nem vontade de viver tampouco tal brilho nos
olhos. Ninguém nunca soube ao certo o porquê ela eras assim. Era um mistério para todos. Era um enigma a resolver, o porquê ela era tão sozinha, tão fechada, tão assim… Mas ouvir dizer, meu caro, que foras o amor. Ou melhor, a falta dele que a tornou assim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário