segunda-feira, 18 de junho de 2012

Já parou para pensar como vai ser a rotina das pessoas, quando você morrer?

7 da manhã, e lá estava eu. Jogando aquele despertador idiota na parede. 7:30 levantar, fazer café, me queimar com o café, coar o café, assistir o Bom dia Brasil. Observo as pessoas da faculdade, e aquela mulher que vende o meu almoço sempre passando 1 real do preço normal. Por dia, recebo em média 10 ligações, metade delas são da minha mãe. 5 da tarde, passo no mercado e compro miojo, doces, cigarros e ração para o meu cachorro. Converso com aquele velho senhor, que fica sempre sentado debaixo daquela árvore lá perto de casa. Assisto aquela novela tosca e depois vou ler algo. Isso acontece todos os dias. Poucas coisas mudam, na verdade. Algumas vezes as pessoas sorriem para mim, outras não. Manhã passada, o despertador não tocou. E eu não fiz o café. Foi aí que percebi que algo estava errado. “Como seria a rotina das pessoas, se eu não estivesse mais aqui? ” Essa pergunta me trouxe a tona, diversas outras perguntas. Aquelas do tipo. “Será que alguém me ama? Meu cachorro vai ficar bem? Alguém vai lembrar de mim, pelos próximos 50 anos?” Eu não gostaria de saber as respostas. Eles vão olhar para minhas fotos e vão sorrir ou chorar. Esses surtos de emoções rápidas. Alguns vão chorar por dias, sem derramar se quer uma lágrima. Outro vão esquecer tão rápido. Meu despertador não vai mais tocar as 7 da manhã, e eu não irei mais me queimar com o café, ou receber ligações. Outros milhares de telespectadores vão assistir o Bom dia Brasil, e aquela mulher vai achar outras pessoas para roubar 1 real. Aquele Senhor não vai mais me falar sobre o seu tempo de juventude, e meu cachorro não vai mais me lamber quando chegar em casa. As coisas vão mudar, em um curso mais rápido. E do nada, serei apenas memórias. Isso vai passar com o tempo, e sabe qual é a pior parte? As pessoas só nos conhecem depois que morremos.”
Orquestrando.  (via eu-poetico)



Eu nao daria 1 ano..

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